Rosângela Vieira Rocha e seu olhar sobre a Arribaçã

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Rosângela Vieira Rocha e a radicalidade da escrita (Foto Divulgação)

“Nenhum espelho reflete seu rosto”, meu livro mais recente, foi publicado pela editora Arribaçã, de Cajazeiras, PB, no ano de seu nascimento, 2019. Foi o 5º livro que Linaldo Guedes e Lenilson Oliveira, os editores, publicaram. Coincidentemente, é o meu 5º romance.

Escolhi uma editora nordestina por vários motivos: gosto do Nordeste, especialmente da Paraíba, há tempos vou regularmente a João Pessoa e tenho amigos na cidade e no estado, muitos deles apresentados pela querida escritora Maria Valéria Rezende; já conhecia Linaldo Guedes, que esteve à frente do caderno cultural do jornal Correio das Artes durante anos e tenho apreço e admiração por seu trabalho, como jornalista e como poeta.

Quando soube do projeto de inauguração da editora, achei que era uma oportunidade diferente, de levar o meu trabalho literário a outras regiões. Nasci em Inhapim, Minas, e moro em Brasília há décadas. Foi interessante, porque há um clube de leitura em Guarabira, “Divas en vers”, composto de mulheres, que leu O indizível sentido do amor, o romance anterior, publicado pela editora Patuá, e conversou comigo longamente por Skype, bem antes de surgir a oportunidade de publicar pela Arribaçã. Esse clube, que me “descobriu” – por assim dizer -, teve também um peso considerável na minha decisão. São leitoras e amigas queridas, que se deslocam de Guarabira (em geral fretam vans), especialmente para um encontro comigo, quando vou a João Pessoa.

Sou encantada com a maneira acolhedora e amorosa do povo nordestino. Considero-me uma espécie de filha adotiva da Paraíba, pois me sinto absolutamente em casa em João Pessoa. O lançamento nacional de “Nenhum espelho reflete seu rosto” foi lá e o evento teve uma cobertura de mídia bastante ampla, o que me surpreendeu. Não sei explicar o que ocorre – é claro que parte do interesse pelo meu trabalho é motivado pelo prestígio de Linaldo Guedes na região -, mas sinto que as pessoas têm uma predisposição a receber bem escritores de fora, o que não é comum. Não há discriminação, os leitores estão interessados em literatura, independente da origem dos autores.

Pretendo publicar meu próximo romance com a Arribaçã, onde sou aceita, respeitada, ouvida, e tudo flui com naturalidade. Os editores oferecem várias modalidades de publicação, negociam, e a palavra final é sempre dos autores.

Quanto à comercialização das obras, as dificuldades são as mesmas de todas as editoras independentes no país: a venda é feita pelo próprio autor e no site da editora, www.arribacaeditora.com. Realizamos juntos um bom trabalho de divulgação e estou bastante satisfeita com os resultados”.

Rosângela Vieira Rocha (Ver entrevista da escritora para a Pé de moleque, sobre o livro “Nenhum espelho reflete seu rosto” e sua carreira literária aqui)

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